A decisão da Superliga Feminina promete um duelo de peso neste domingo, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Minas e Praia Clube entram em quadra com protagonistas de destaque no cenário do vôlei brasileiro: as centrais Thaísa e Adenízia, campeãs olímpicas juntas em Londres-2012, agora se enfrentam como capitãs de suas equipes.
Referências técnicas e emocionais, as duas atletas estarão em lados opostos na briga pelo título. Além delas, a final reunirá outras jogadoras com passagem vitoriosa pela Seleção Brasileira, somando ainda mais experiência e qualidade ao confronto, que terá transmissão da TV Globo, do SporTV e da plataforma GE, com cobertura em tempo real.
Histórico de conquistas
Na campanha olímpica de Londres, Thaísa foi peça fundamental como titular da seleção, já tendo conquistado o ouro em Pequim-2008. Um dos momentos marcantes foi sua atuação nas quartas de final contra a Rússia, quando anotou 26 pontos.
Já Adenízia, que atuava como reserva, teve papel decisivo nos bastidores. Em um momento delicado da equipe ainda na fase de grupos, a central ajudou a motivar o elenco ao colocar a música “Ressuscita-me” no vestiário, gesto que ficou marcado como parte da reação que levou o Brasil ao título.
As duas também estiveram presentes nos Jogos Olímpicos do Rio-2016, quando a seleção foi eliminada nas quartas de final. Thaísa seguiu na equipe e conquistou ainda o bronze em Paris-2024.
Destaque nos clubes
Nos clubes, ambas seguem em alto nível. Thaísa, de 38 anos, defende o Minas desde 2019 e já conquistou três títulos da Superliga pela equipe. Adenízia, de 39, chegou ao Praia Clube em 2023, assumiu a braçadeira de capitã no ano seguinte e busca seu primeiro título nacional com o time de Uberlândia.
Esta será a segunda vez que as duas se enfrentam em uma final de Superliga por Minas e Praia Clube — a primeira como capitãs. Na temporada passada (2023/24), Thaísa levou a melhor e ficou com o título.
Outras medalhistas em quadra
A final também contará com outras atletas medalhistas olímpicas. A levantadora Macris, do Praia Clube, soma prata em Tóquio-2021 e bronze em Paris-2024. Já as líberos Nyeme (Minas) e Natinha (Praia) participaram da campanha do bronze na capital francesa.
Outro destaque é a central Carol Gattaz, medalhista de prata em Tóquio. Apesar de ter se aposentado recentemente devido a uma lesão no joelho, ela ainda pode ser campeã da Superliga caso o Praia Clube conquiste o título, já que atuou pela equipe na atual temporada.
A expectativa é de um grande confronto, reunindo experiência, rivalidade regional e atletas que marcaram a história do vôlei brasileiro.
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