25 de outubro de 2026

Em Resumo

Por Márcio Marques | Terça-feira, 20 de outubro de 2026
Política, bastidores, cobranças e os assuntos que movimentam Araguari e o Triângulo Mineiro.

SILÊNCIO MILIONÁRIO

E os mais de R$ 120 milhões que Araguari espera receber referentes à revisão dos royalties das usinas? O assunto, que já alimentou expectativas de investimentos milionários, parece ter perdido espaço nas explicações oficiais. A população merece saber se existe alguma perspectiva concreta de recebimento ou se o dinheiro continuará apenas no mundo das possibilidades.

FORÇA POLÍTICA

O deputado federal Zé Vitor mostrou habilidade ao participar da articulação que levou o prefeito de Uberlândia, Paulo Sérgio, para o PL. O movimento fortalece sua posição no tabuleiro político mineiro. Agora, fica a expectativa sobre os próximos passos e, principalmente, sobre quanto desse prestígio político poderá se transformar em conquistas para Araguari.

JOGO GRANDE

O deputado estadual Doorgal Andrada aparece entre os nomes lembrados nas articulações para a futura presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O parlamentar tem trânsito político e experiência. Mas a disputa pelo comando da Casa promete exigir muito mais que boas relações. Nesse jogo, quem conta os votos antes da hora corre o risco de terminar a partida no banco de reservas.

CADEIRAS COBIÇADAS

A disputa pelas presidências das câmaras municipais para o biênio 2027/2028 começa a ganhar espaço nas conversas políticas. Em Araguari, será interessante acompanhar as articulações e descobrir quem pretende comandar o Legislativo. A presidência oferece visibilidade, influência e protagonismo. Não é pouca coisa. Resta saber se o interesse pela cadeira será acompanhado do mesmo entusiasmo pela fiscalização.

E A BIAS FORTES?

A recuperação da Rua Bias Fortes voltou à pauta da Câmara Municipal. O vereador Levi Siqueira pediu informações sobre a conclusão dos serviços, possíveis pendências e o cronograma da obra. Quando uma intervenção precisa ser alvo de novas cobranças, é sinal de que a população ainda espera respostas. Obra pública não pode virar novela sem previsão para o último capítulo.

ÁGUA NA CANELA

As chuvas da última semana expuseram novamente problemas de drenagem em Araguari, especialmente na região dos bairros Milenium e Aeroporto. A Prefeitura anunciou intervenções para melhorar o escoamento. Mas a cobrança é por uma solução definitiva. Afinal, a chuva não pode continuar sendo tratada como uma surpresa que aparece todos os anos no calendário.

VIOLÊNCIA SEM FREIO

O homicídio de um adolescente de 16 anos durante uma festa em um Pesque-Pague na cidade acendeu mais um sinal de alerta. A suspeita de envolvimento de integrantes de organizações criminosas, ainda sujeita à investigação policial, torna o episódio ainda mais preocupante. Araguari precisa discutir com seriedade o avanço da violência e a presença de jovens nesse ambiente. Não basta lamentar mais uma morte e esperar pela próxima ocorrência.

REFORÇO NO CAMPO

A construção da sede da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais avança nas dependências do Sindicato Rural de Araguari. A iniciativa, articulada pelo deputado estadual Raul Belém, atende a uma reivindicação antiga dos produtores. A expectativa é de maior estrutura para enfrentar furtos e roubos no campo. O importante agora é garantir que a unidade tenha condições efetivas de funcionamento, porque placa na porta, sozinha, não combate criminalidade.

CONTA SALGADA

O novo governador de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo, terá pela frente uma questão delicada: a promessa de acabar com o IPVA. O imposto representa uma arrecadação bilionária para o Estado e também tem reflexos nas receitas municipais. Entre o discurso eleitoral e a realidade do caixa existe uma distância considerável. Agora é a vez de mostrar como a promessa poderá sair do palanque e chegar ao papel.

HORA DE MOSTRAR SERVIÇO

Com o calendário político dominado pela reta final das eleições presidenciais, existe o risco de questões importantes de Araguari ficarem em segundo plano. Obras, saúde, infraestrutura, segurança e compromissos administrativos não podem esperar a próxima eleição. A população já fez sua parte nas urnas. Agora, espera que os eleitos façam a deles nos gabinetes.