3 de setembro de 2026

Sem Cleitinho, disputa pelo Governo de Minas ganha novo cenário

Senador anunciou que não será candidato; até o momento, oito nomes tiveram candidaturas oficializadas

A corrida pelo Governo de Minas Gerais ganhou um novo cenário após o senador Cleitinho (Republicanos) anunciar, nesta segunda-feira (3), que não disputará o cargo nas eleições de 2026. O parlamentar aparecia na liderança dos cenários da pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho.

A saída de Cleitinho também provoca mudanças nas articulações partidárias. O senador era considerado uma das principais opções para representar o campo político ligado ao PL no estado. Com a decisão, o partido passou a avaliar o apoio ao ex-deputado federal Marcelo Aro (PP), que, no entanto, ainda não havia confirmado candidatura própria ao governo.

Aro ocupou o cargo de secretário de Governo durante a administração do ex-governador Romeu Zema (Novo). Inicialmente, a expectativa era que ele disputasse uma vaga ao Senado na chapa de Mateus Simões (PSD), atual governador e candidato à reeleição.

Nos últimos dias, porém, Aro se afastou do grupo de Zema e passou a considerar uma candidatura ao Palácio Tiradentes. A mudança gerou críticas do ex-governador, que classificou a nova postura do ex-secretário como uma “grande decepção”.

Oito candidaturas já foram confirmadas

Com a desistência de Cleitinho, oito candidaturas ao Governo de Minas estavam oficializadas até o momento, conforme o calendário das convenções partidárias.

Indira Xavier (UP)

Militante de movimentos sociais e ligada à defesa dos direitos humanos, Indira Xavier já disputou o Governo de Minas em 2022 e foi candidata à Prefeitura de Belo Horizonte em 2024.

A candidatura foi oficializada em 20 de julho. Ela não apareceu entre os nomes avaliados pela última pesquisa Quaest.

Ben Mendes (Missão)

Ben Mendes, jornalista, advogado, estudante de medicina e influenciador digital, ganhou notoriedade nas redes sociais por conteúdos relacionados aos direitos do consumidor.

Ele disputa uma eleição para cargo executivo pela primeira vez. Sua candidatura foi oficializada em 22 de julho. Na pesquisa Quaest, apareceu com 2% das intenções de voto no primeiro cenário.

Rafael Duda (PSTU)

Operário da mineração e presidente do sindicato Metabase Inconfidentes, Rafael Duda já concorreu à Prefeitura de Congonhas e à Câmara dos Deputados.

Sua candidatura foi confirmada em 24 de julho. No primeiro cenário da pesquisa Quaest, registrou 0% das intenções de voto.

Túlio Lopes (PCB)

Professor da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e ex-presidente da Associação dos Docentes da UEMG (Aduemg), Túlio Lopes já disputou o Governo de Minas, em 2014, e o Senado, em 2018.

A candidatura foi oficializada em 25 de julho. Na pesquisa Quaest, marcou 0% no primeiro cenário.

Alexandre Kalil (PDT)

Empresário e ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil comandou a capital mineira por dois mandatos, entre 2017 e 2022. Antes da carreira política, teve atuação como dirigente esportivo e presidiu o Atlético-MG.

Em 2022, disputou pela primeira vez o Governo de Minas e terminou a eleição em segundo lugar.

A candidatura foi oficializada em 26 de julho. No primeiro cenário da Quaest, Kalil apareceu com 12% das intenções de voto.

Patrus Ananias (PT)

Ex-prefeito de Belo Horizonte e atualmente deputado federal, Patrus Ananias também ocupou os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e do Desenvolvimento Agrário.

Sua candidatura foi confirmada em 31 de julho. Na pesquisa Quaest, registrou 10% no primeiro cenário.

Gabriel Azevedo (MDB)

Advogado, jornalista, publicitário e professor universitário, Gabriel Azevedo foi vereador de Belo Horizonte por dois mandatos e presidiu a Câmara Municipal entre 2023 e 2024. Em 2024, concorreu à Prefeitura da capital.

A candidatura ao governo estadual foi oficializada em 1º de agosto. No primeiro cenário da Quaest, teve 4% das intenções de voto.

Mateus Simões (PSD)

Atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões foi eleito vice-governador em 2022, na chapa de Romeu Zema. Ele assumiu o Governo de Minas em março de 2026, após a renúncia de Zema.

Antes de chegar ao comando do estado, Simões foi secretário-geral do governo e vereador de Belo Horizonte.

Sua candidatura à reeleição foi oficializada em 2 de agosto. No primeiro cenário da pesquisa Quaest, registrou 6% das intenções de voto.

Pesquisa antes da saída de Cleitinho

Na pesquisa Quaest divulgada em 28 de julho, Cleitinho liderava os cenários em que seu nome era apresentado aos entrevistados. Na sequência apareciam Alexandre Kalil, Patrus Ananias e Mateus Simões.

A desistência do senador, portanto, altera a configuração apresentada naquela pesquisa e abre espaço para novas articulações entre partidos e pré-candidatos.

Importante: os percentuais citados acima correspondem à pesquisa divulgada antes da desistência de Cleitinho e não representam um novo levantamento eleitoral após a retirada do senador.