Deputado federal mineiro é um dos nomes cotados para suceder Pedro Lupion na presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária, que deverá ampliar sua influência no Senado e na Câmara
O deputado federal Zé Vitor (PL-MG) ganha destaque nas articulações para assumir, em 2027, o comando de uma das mais influentes forças políticas do Congresso Nacional. Reeleito para a Câmara dos Deputados, o parlamentar mineiro está entre os nomes cotados para suceder Pedro Lupion (Republicanos-PR) na presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
A possibilidade foi revelada pelo próprio Lupion durante entrevista ao CNN Agro News. Segundo o atual presidente da FPA, as conversas sobre a sucessão já estão em andamento, mas a definição deverá ocorrer somente em março de 2027, após o início da nova legislatura.
A eventual chegada de Zé Vitor à presidência da FPA representaria maior protagonismo para Minas Gerais dentro do Congresso Nacional. A frente reúne deputados e senadores ligados ao agronegócio e tem participação direta nas principais discussões envolvendo o setor produtivo brasileiro.
Zé Vitor entre os nomes para a sucessão
Pedro Lupion deixará a presidência da FPA em 2027 mesmo tendo sido reeleito deputado federal. Pelas regras internas da frente parlamentar, ele não poderá concorrer novamente ao comando da entidade.
Ao falar sobre a sucessão, Lupion confirmou que o nome de Zé Vitor está entre os trabalhados para assumir a presidência. A decisão, porém, ficará para março.
“Quando eu digo que eu não serei mais presidente da FPA, claro que não é uma questão de eu não querer ser. Eu adoraria continuar, óbvio. Eu acho incômodo, não acho certo eu continuar como presidente da FPA no próximo mandato. Acho que a gente tem que oxigenar, passar para frente, entregar para as próximas pessoas”, afirmou Lupion.
Com isso, Zé Vitor passa a ocupar posição de destaque nas articulações internas que definirão quem estará à frente da bancada ligada ao agronegócio durante a próxima legislatura.
Agro amplia força no Congresso
A disputa pelo comando da FPA ocorre justamente em um momento de fortalecimento da representação política do agronegócio.
Segundo Lupion, 18 deputados ligados à FPA foram eleitos para o Senado. Com a possível adesão de outros parlamentares, a expectativa é de que a frente possa reunir cerca de 50 senadores.
Na Câmara dos Deputados, a representação também deverá permanecer expressiva. A estimativa apresentada pelo atual presidente é de que aproximadamente 333 das 513 cadeiras estejam alinhadas à FPA.
Caso seja escolhido presidente, Zé Vitor assumirá uma frente parlamentar com grande capacidade de articulação e influência sobre votações importantes no Congresso.
Desafios para o próximo presidente
Entre as principais pautas que estarão na mesa da próxima direção da FPA estão crédito rural, seguro agrícola, renegociação das dívidas dos produtores, tributação, infraestrutura e comércio exterior.
A situação financeira dos produtores deverá receber atenção especial. O governo federal editou, em julho, uma medida provisória para a renegociação de dívidas rurais, mas a aplicação das regras ainda enfrenta dificuldades e o Congresso deverá discutir mudanças no mecanismo.
A reforma tributária e seus impactos sobre as cadeias produtivas também estarão entre os assuntos prioritários. Questões relacionadas à infraestrutura, logística e comércio exterior completam a agenda, principalmente pelos reflexos nos custos de produção, no escoamento das safras e na competitividade das exportações brasileiras.
Com o fortalecimento da bancada do agro e a saída de Pedro Lupion da presidência, Zé Vitor desponta como um dos nomes que poderão assumir papel ainda mais relevante no Congresso Nacional a partir de 2027.

Veja também
EM RESUMO
Araguari se despede da Dra. Fernanda Debs Diniz, que deixa uma trajetória de dedicação e participação na comunidade
Araguari está entre as 10 melhores comunidades de startups do Sudeste em premiação nacional